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Eles são um trisal com o relacionamento aberto: “Dá pra trabalhar o ciúme"

Universa

02/09/2020 04h00

Igor Almeida, Íris Ribeiro e Isane Farias (Foto: Reprodução/Instagram)

Isa e Íris se conheceram na despedida de solteira de uma amiga em comum – e se apaixonaram. Isa, que é arquiteta, já namorava o Igor. Íris, que é psicóloga, também tinha um namorado.

O que para muita gente seria um dilema, para os dois casais era algo absolutamente comum: os quatro já tinham vivido relações poliamorosas antes.

"Os familiares ainda estão digerindo. Principalmente a galera um pouco mais velha, que ainda tá nesse processo mesmo de entender, aceitar, mas não é algo que tem criado tantos transtornos", diz Íris (Foto: Reprodução/Instagram)

Novas experiências

O envolvimento a quatro começou em outubro do ano passado e durou alguns meses até que Íris e o namorado terminaram. O trisal se manteve.

"Eu e Igor decidimos abrir nosso relacionamento não por uma busca, mas no sentido de não nos privarmos caso acontecessem encontros que poderiam acontecer na vida", conta Isa.

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Igor salienta o interesse por novas experiências como ponto crucial para a decisão conjunta. Ele e Isa namoram há 11 anos. "Existia uma vontade de incluir uma terceira pessoa ou um casal e viver uma experiência nova, diferente. Mas não foi algo que a gente foi em busca. A gente abriu a relação para permitir que algo acontecesse e as coisas aconteceram."

"Nunca tínhamos vivido um trisal"

Ter um relacionamento aberto é diferente de viver um trisal. Essa, aliás, tem sido uma novidade para os três.

"Quando eu os conheci, eles tinham um relacionamento aberto. Eu me envolvia com outras pessoas, meu namorado também, mas não vivíamos um trisal. Nunca tínhamos vivido um trisal. A gente conheceu Isane e Igor, nos envolvemos, os quatro, e quando o meu relacionamento terminou, ficamos nós três e nos configuramos como trisal", explica Íris.

A relação a três, inédita para eles, foi recebida com euforia pelos amigos e tem causado frisson nas redes: em apenas três meses o perfil do trio no Instagram já tem quase mil seguidores. Além de fotos e detalhes da rotina, eles compartilham textos e vídeos sobre relacionamentos poliamorosos. E também respondem às dúvidas – muitas vezes picantes – sobre o assunto.

No Instagram, o trisal responde às mais diversas perguntas e dá dicas de relacionamento  (Foto: Reprodução/Instagram)

Ciúmes a três, existe?

"A principal pergunta que fazem é com relação aos ciúmes. Se quando duas pessoas saem para um passeio, ou se vão ter relações sexuais só entre duas, se a outra fica com ciúmes. Sempre fazem essa pergunta. E é uma coisa muito tranquila, a gente não tem ciúme de nós três. E nem ciúme de uma pessoa de fora. Além de ser um trisal, a gente tem um relacionamento aberto. Às vezes chega o ciúme, mas a gente consegue trabalhar para que ele não afete a nossa relação", diz Isa.

"É super possível ter um relacionamento dessa maneira e ser confortável. Acho que é preciso estar num relacionamento já bem sólido, bem maduro, e as pessoas estarem conscientes do que querem, dos motivos por estarem abrindo a relação, e não buscar abrir porque o relacionamento está ruim", observa Igor.

"Mesmo num relacionamento monogâmico você pode se apaixonar por outra pessoa" 

E completa: "A gente já viveu outros processos de autoconhecimento, de busca interior, e aprendemos a reconhecer os sentimentos que chegam. Você está suscetível a se apaixonar, a sentir ciúmes, sabe?! Mesmo num relacionamento monogâmico você pode se apaixonar por outra pessoa ou sentir ciúmes do seu parceiro.".

O trisal vive em  em Salvador/BA (Foto: Reprodução/Instagram)

Leveza e crescimento

Para Íris, em um relacionamento a três os processos são mais intensos e positivos. "A gente se permite se conhecer mais. Além dos aspectos mais sutis, de brincadeiras, da nossa rotina na faxina, na divisão de contas… Em três a gente percebe que soma bastante e deixa as coisas mais leves. Um ponto negativo, que é um pouco do que a gente trouxe do positivo, é quanto à disponibilidade, principalmente nos momentos de resolver os conflitos. Conversar e ouvir as opiniões diferentes demanda mais do que quando só é a dois, mas gente vê o quanto isso faz a gente crescer."

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

Sobre a autora

Ana Angélica Martins Marques, a Morango, é mineira de Uberlândia, jornalista, fotógrafa e DJ. É também autora do livro de contos Quebrando o Aquário. Passou pela décima edição do Big Brother Brasil e só foi eliminada porque transformou o temido quarto branco no maior cabaré que você respeita. É vegetariana e cuida de três filhos felinos: Lua, Dylan e Mike.

Sobre o blog

Um espaço para falar de amor, sexo, comportamento feminino e feminismo com leveza e humor. Tudo sob o olhar de uma mulher esperta, que gosta de mulheres tão espertas quanto ela!